24 de dez. de 2013

Espirito de Natal

Havia um garoto que há muito tinha perdido seus pais. Ele vagava pelas ruas de uma pequena cidade descalço e sujo, tinha um pouco mais de 10 anos e não havia nada no mundo que o consolasse.
A esperança já havia o deixado há muito tempo atrás e ele não tinha ninguém a quem contar, o mundo estava sombrio e perigoso. Está noite era Natal, e ele passava olhando pelas janelas das casas outras crianças ganhando presentes e sendo abraçadas, o amor estava por toda parte e ele se sentia cada vez mais triste, não havia como escapar, era inevitável esse sofrimento que ele sentia ali dentro, bem no fundo do peito em seu coração.

Um acidente mudaria sua vida.
Um motorista perdeu o controle de seu carro acertando a traseira do carro a frente, ninguém estava ferido. Uma mulher desceu do carro a frente e muito irritada se postou ao lado da janela do motorista, ela gritava e chutava a porta do carro, ela estava grávida, mas não parecia se importar muito. O motorista, por sua vez, abriu a porta e os dois começaram a discutir ardentemente, as pessoas em volta vieram de encontro e começaram a brigar também, de repente, parecia que não existia mais amor e nem qualquer outro sentimento bom. O garoto assistia a cena calado e em choque, não sabia o que fazer, até que gritou:
— Será que ninguém mais sabe o que é o espirito de Natal aqui? — Todos se calaram e olharam para o garoto, o grito tinha sido audível e agudo. Todos que olharam, viram o garoto sujo e com as roupas rasgadas, descalço e aparentemente com fome de tão magro.

A mulher grávida ficou perplexa com a cena, a noite caia e as luzes piscavam, faltava pouco para o dia 25 e ela ficou imaginando o que aquele garoto fazia na rua daquele jeito e naquele frio. Sem pensar, olhou para o motorista, também perplexo e a todos em volta, parece que todos estavam pensando a mesma coisa, onde está o espirito de Natal? Então a mulher andou até o garoto e perguntou:
— Menino, o que faz aqui no frio e todo sujo? Onde está a sua família?
— Eu... não tenho mais meus pais, eu vivo na rua. — Disse o garoto olhando para o chão.
— Meu Deus! Quantos anos você tem? — Ela perguntou
— Eu tenho 11.

O golpe foi sentido em todos os corações que assistiam a cena. O egoísmo, a falta do espirito de Natal, as diferenças, as razões nada importantes para as brigas. O que as pessoas esperam do natal? Inimizades? Ressentimentos? Mágoas? O que mais caberia de tão ruim em todos que não compreendem o que o Natal significa?
A mulher então puxou o garoto junto a si e o levou para o seu carro. Ela pediu desculpas a todos e o motorista pediu desculpas a ela, prometendo o conserto. Várias pessoas tiraram foto e questionaram o que ela faria com o garoto. Ela apenas assentiu e disse que ele merecia um banho, roupas descentes e um Natal cheio de amor e carinho como todas as crianças merecem.

A história logo repercutiu e os habitantes da pequena cidade se reuniram segurando velas em suas mãos a frente da casa da mulher grávida que abrigou o garoto que clamou pelo espirito de Natal. Como uma corrente, todos passaram a história a todos os conhecidos e como se fosse um milagre, replicaram a bondade e o amor, até todos caminharem a humilde casa da mulher para transformar o Natal do pequeno garoto órfão em um verdadeiro milagre de espirito de Natal.



Feliz Natal a todos! E façam o bem e desejem o bem, pois muitas vezes aqueles que estão próximos a você apenas te querem bem e querem compartilhar o amor.


16 de dez. de 2013

Ciúmes

A chuva caindo lentamente,
Molhando nossos rostos na meia-noite,
Eu quase senti a graça de ver a gota perolada pousando em seu rosto,
Que ciúmes da chuva.

O vento soprando forte,
Sacudindo nossas roupas, bagunçando o meu cabelo,
Isso parece tão errado, tão injusto,
Que ciúmes do vento.

A luz forte do sol bronzeando sua pele,
Eu tento pegar, mas passa por entre os meus dedos,
Refletindo sua pele morena e dourada,
Que ciúmes do Sol.

Oh, tudo parece tão injusto!
Eu não quero que nada além de mim tenha você.
Nesta noite clara com a luz da lua, as estrelas,

Eu tenho ciúmes da lua.


6 de dez. de 2013

Desaparecer

A vida tem me levado diversas coisas,
Coisas que eu amava, coisas que eu admirava.
Seja o meu caráter, seja minhas esperanças,
Estou perdendo tudo.

A vida tem levado coisas que eu amava
Quando eu estava cego demais para enxergar o certo do errado.
Eu fui nocauteado, eu fui derrubado,
Perdi diversas rodadas, este tem sido meu aborrecimento.

Eu desisti de tentar a sorte e estou tentando me virar,
Mas tudo tem dado tão errado, os tempos estão difíceis.
Uma vez que a dor te toca, você nunca mais será o mesmo, é o que dizem,
Mas eu tento sorrir, e estou sendo experiente em disfarçar a minha dor.

O seu coração ficou escuro, negro como o céu em uma tempestade,
E dessa vez eu aprendi que existe o certo e o errado e que o amor pode te queimar,
Mas o tempo pode curar seu coração novamente, então deixe as nuvens que te deixam triste

Apenas desaparecer!


4 de dez. de 2013

Diante da morte

Eu cai,
Me feri,
Me machuquei
Nos cacos de vidro espalhados pelo chão do meu coração despedaçado.

Não havia mais nada,
Não havia mais sentimento,
Mas havia dor e angústia,
Havia lágrimas e sofrimento.

Nem o tempo podia curar,
Nem o tempo remediaria esta tempestade,
Mas o tempo tentaria apagar estas memórias deste futuro incerto,
O tempo faria deste presente um passado amargo.

Eu tentei correr destes pesadelos,
Mas quanto mais eu corria, mas eu caia nesta escuridão,
correr de tudo e todos, correr para o infinito, pela rua,
até que sou atropelado.

Erros e arrependimentos,
A luz agora me alcançava lentamente e não havia retorno,
Essa foi a minha vida passando em frente aos meus olhos hoje,
Diante da morte.




2 de dez. de 2013

Sangue X

Andávamos lado a lado em um lugar bem movimentado,
O meu ódio transbordava fazendo meu coração acelerar.
O momento seguinte ainda era um mistério,
Mas esta seria minha única oportunidade para me vingar.

O sol brilhava fortemente e cada vez mais o número de pessoas ao nosso redor aumentava,
Mesmo com o risco e mesmo com o receio de perder esta tão esperada oportunidade,
Eu saquei a minha arma da cintura e apontei diretamente para a cabeça.

A criatura começou a correr o mais rápido que pode,
Mas mesmo com a multidão, o tiro teria que ser certeiro.
Até que eu disparei uma, duas, três, quatro vezes,
O quarto tiro acertou as costas fazendo-o cair.

Eu cheguei bem próximo e empurrei ele fazendo-o olhar para mim,
E disse: “Não adianta tentar, seja quantas vezes for, eu sempre serei melhor do que você”,
“Seu sangue é imundo, carrega a sua vaidade e futilidade, tenho nojo de você.”
Mirando a cabeça novamente, eu atirei!

A cabeça estourou fazendo voar miolos e sangue para todos os lados,
as pessoas correram de medo, mas voltaram para ver a cena.
É assim que deve ser o fim de muitas pessoas.

Copyright © 2014
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!

Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue VSangue VISangue VIIChuva de Sangue e Sangue IX


A série sangue volta novamente para o meu blog em sua décima edição. Esta é a única série do meu blog e a mais rentável em acessos. Em breve, eu lançarei outra série no blog. Aguardem e obrigado pelos acessos frequentes. =D

26 de nov. de 2013

Amizade

A sua presença me deixa inquieto,
Você trouxe o inferno junto contigo,
E despertou o pior novamente,
Porque tudo tinha que voltar à tona?

No mar onde eu navego, sempre houve muitas tempestades,
E dessa vez nada poderia sair deste contexto.
Neste mar sempre existirá os piores pesadelos,
Onde o que eu temo se torna realidade.

Cuidado com o que pensa,
Cuidado com o que você deseja,
Pois na pior das hipóteses,
Aquilo que você teme, aparece e te atormenta.

Esta amizade ácida trouxe a discórdia,
Mas não será hoje, meu amigo, que a sua maldade me afetará,
Os mais fracos podem temer aos seus pés achando que você é um deus,
Mas neste mar, eu sou o capitão do meu navio.

Eu estou velejando pelas ondas mais altas, mas meu navio não afunda,
e não tenho nada a perder. Eu conheço bem pessoas como você, mentirosas.
Vislumbro aqui do alto os mais fracos venerando você,
Estes sucumbirão aos seus piores pesadelos, quando você não estiver mais lá.

Sou atingido pelas ondas, mas não afundo.



21 de nov. de 2013

Vale das Sombras

Ossos humanos pelo chão,
Gritos de horror sendo ouvidos em qualquer canto,
Mas isso não parecia assustar a Morte que caminhava silenciosamente
Por entre a dor e o sofrimento.

Ela está a minha procura neste Vale das Sombras,
O lugar entre o céu e o inferno onde costumo me esconder,
Os dias têm sido difíceis e os meus erros tiveram um alto preço.
Mas aqui, entre as almas errantes, ela não me encontrará.

Eu apenas observava as almas daqui de cima,
No limite do Vale com o magma, queimando.
O horror era terrível, o sofrimento, necessário.
Não havia mais esperanças para elas.

Para cima, as almas estavam sendo levadas para o céu,
A luz irradiava e dava esperanças para quem aguardava seu julgamento,
Mas as labaredas alaranjadas davam medo aos pecadores.
Pense no que é certo e no que é errado antes que seja tarde.



16 de nov. de 2013

Raio de sol

Há apenas algumas coisas na vida que realmente importam,
Como ter alguém lhe esperando quando você chega cansado em casa,
Ou amigos em um barzinho lhe acompanhando após um longo dia de trabalho.
Estes são momentos inesquecíveis e impagáveis.

Eu tenho procurado o raio de sol que guia o meu caminho,
E ele está bem no final daquele arco-íris se projetando neste céu turbulento,
Nada de ficar trancafiado em casa ou preso no escritório,
Eu quero colocar meus pés na areia da praia e sentir a brisa do mar.

Este é o jeito que eu faço, festas e diversão,
Andando de madrugada por São Paulo,
Apenas admirando as Mercedes e Maseratis,
Com pessoas sorrindo ao luar e gritando para quem quiser ouvir.

Afinal a vida é só uma, este é o jeito que eu gosto,
Bons tempos e amigos novos, qualquer um pode participar,
E nada pode te tirar deste momento seja ele real ou uma utopia,
Diga bom dia! E aproveite sua vida!


11 de nov. de 2013

Troféus

A prateleira de madeira mantinha diversos troféus,
De conquistas e também de inimigos.
Às vezes, é muito melhor você manter quem não presta bem próximo,
Para calcular ações e se prevenir.

A vida é muito justa, nos envia pessoas más e boas,
As más é para nos fazer aprender e a conviver entre as cobras,
As boas é para nos fazer sorrir.
E como agradeço por sempre sorrir.

Mas nem tudo são flores, nem tudo é belo,
E em minha prateleira tenho diversos troféus de latão,
Representando bem o quanto tenho inimigos ao meu lado e pessoas falsas,
Mas eu sempre seguirei sorrindo até o dia que a máscara deles caírem.

Cuidado com que você deseja, pois pode conseguir.
E hoje eu somente desejo me livrar deste mal que sou obrigado a ver,
E meu escudo já está acostumado a blindar a inveja e puxadas de tapete.

Meu escudo é a minha fé nas pessoas boas que tenho junto a mim.


6 de nov. de 2013

In Memoriam

O sol não brilhou nesta manhã,
O clima está nublado e com chuva,
Representando bem como muitos estão se sentindo
Após uma lastimável perda.

Alguns lidam bem com a morte, outros não.
Quando perdemos uma pessoa tão especial e querida,
A dor nos aperta no fundo do coração,
E não são palavras que vão nos ajudar.

Ela era guerreira, uma mulher de fibra,
Passou por coisas que muitos não aguentariam,
Mas a bondade e generosidade não tiravam o prazer dela em sorrir,
Em se dedicar e em retribuir todo o amor que a circundava.

A falta que ela fará é impossível descrever aqui em palavras,
Mas ela sempre estará muito viva em nossas memórias,
Não mal ou em seu leito de morte,
Mas sim, com saúde, dançando e sorrindo.

Por este caminho, todos nós seguiremos,
Mas o que importa é que ela está no reino do céu, olhando e orando por nós,
E eu dedico este momento a ela, que serviu de exemplo e soube criar pessoas maravilhosas...
In Memoriam.


Texto dedicado à Aparecida Tassone.



1 de nov. de 2013

Ninguém além de você...

Ninguém sabe sobre meu passado.
Ninguém sabe pelo o que eu passei.
Ninguém saberá o que farei daqui para a frente,
na verdade, nem eu sei.

Ninguém sabe o inferno que paguei para chegar até aqui.
Ninguém sabe o quanto sofri para ter o que tenho.
O que me diria sobre aproveitar as oportunidades que aparecem?
O que você me diz?

Eu estava lá caído,
com o coração parado,
mas nada como o amor para me reerguer,
Sim! Nada como o amor para nos reerguer!

Ninguém além de você para me enxergar através deste nevoeiro,
Ninguém além de você para me estender a mão e me puxar para cima.
Meu amor, nós já vimos de tudo.
Desde a confissão, as quedas e tudo isso que temos.


25 de out. de 2013

Hipnotizado

Como um anjo você apareceu,
doce e meigo,
meus olhos não conseguem desgrudar de você,
estou sendo hipnotizado.

Eu tinha tudo sob controle,
mas você foi como uma droga, me deixando louco,
e quando menos espero, estou te desejando em segredo,
porque você fica assim... tão perto?

Já foram investidas horas em tentar decorar seu rosto,
mas sempre que eu o vejo novamente,
com seu sorriso exclusivamente para mim,
é como se eu estivesse vendo você pela primeira vez.

Eu me sinto como em um romance de adolescente,
no qual até o seu coração acelera e você sente uns arrepios,
e aquela paixão te puxa a querer impressionar e chamar a atenção,
e que faz você se manter fora do eixo.



18 de out. de 2013

Livre para sonhar

Os fantasmas do medo me perseguiam,
mas positivamente eu estava ali,
correndo atrás dos meus sonhos.
Eu não quero viver em um mundo onde as coisas não fazem sentido.

Nada mais de levar aos trancos e barrancos.
Eu quero viver livre para poder sonhar e realizar,
não voltando para trás, no passado que hoje me ergue,
sem chorar pelos cantos.

Não quero mais ser encontrado pela tristeza,
nem fugir desesperadamente quando algo vier.
Finalmente eu sou livre para sonhar,
sem desculpas e sem me machucar.

A minha autoestima está ali, firme e forte,
e meu sorriso ficará até o final,
pois nem que queiram eu serei derrubado.
Não vou implorar, por favor!

As quedas que tive e as que terei,
essas nunca me assustaram,
apenas me mostraram o quanto a minha vida é bela
e o quanto eu posso ser feliz, se eu querer!



Este texto foi inspirado na minha fase deprê hehehe... e hoje eu vejo que as coisas podem sim ser diferentes quando voltamos a acreditar no que sonhamos. Sonhar é bom, realizar melhor ainda. Não deixem as pessoas estragarem teus sonhos e nunca se sintam incapazes de realizá-los.

14 de out. de 2013

Apocalipse


A Morte caminhava em silêncio,
não haviam sons, não havia vida,
tudo estava destruído e corpos jaziam por todos os lugares,
a escuridão contrastando com os tantos incêndios.

Momentos antes,
as forças supremas observavam a Terra, com uma ligeira inquietude,
o cenário de inveja, perversão, maldade e tantos outros eram notáveis,
Tudo deveria deixar de existir.

A vida corria um sério risco,
mas luzes brilhavam em pontos isolados indicando a bondade,
as pessoas más superavam as boas,
e decisões deveriam ser tomadas.

Após horas para eles, para nós décadas,
a solução era o caos.
Um asteroide? Uma praga? Terremotos? Tsunamis?
Não! A luz do sol desapareceu...
E as pessoas... fizeram o trabalho, poupando a Morte de sua missão.


8 de out. de 2013

Despedidas


E a chuva lavava a alma das mentes maldosas,
carregava os pecados para o meio fio,
deixando-os cair no esgoto,
juntamente com os pensamentos negativos.

A despedida era cruel, impiedosa e astuta,
Mas as discussões, o passado e tantas outras coisas eram imperdoáveis.
Não havia mais volta e a falta seria sentida,
Mas o destino é sábio e confortaria os corações dos mais fracos.

Despedidas nem sempre são ruins,
às vezes sentimos o prazer de não ver mais o rosto de algumas pessoas,
ou de sentir a raiva que a pessoa nos causa,
o adeus é muito bem-vindo.

A perda de alguém nos mostra como a vida é...
Não existe formas do para sempre durar eternamente,
nem das promessas não serem quebradas,
Mas a verdade é que esta despedida... me alegra!







25 de set. de 2013

Baile de Mascaras

O eclipse solar ia transformando as vidas,
a escuridão vinha tomando conta.
O espetaculo se tornou um show de horrores.
As almas saiam de seus corpos cobertos pela mentira.

A ilusão da vida humana, a esperança!
Poderia salvar a todos?
Mas a imagem refletida no espelho não era essa.
Um silêncio nunca ouvido antes...

As mascaras caiam devagar,
revelando o que as pessoas realmente eram.
O garoto inocente começou a correr, deseperado,
mas não haviam mais chances...

O destino enclausurou as almas,
deixando-as eternamente vagando, sem rumo.
E o garoto deixado de lado, sofrendo!
Não há chances quando você se transforma no que não é...



As pessoas na sociedade são exatamente assim. Usam mascaras. © Copyright Nancy Farmer photo.


Hoje, sem criatividade nenhuma, coincidentemente, acho um texto que escrevi há quase 1 ano atrás... no dia 28 de setembro de 2012. Editei e resolvi publicar. =D

20 de set. de 2013

Devorando sonhos

Uma multidão caminhava na escuridão,
todos envoltos em capas negras e rasgadas,
à frente: pessoas corriam desesperadas,
sem rumo e talvez sem como escapar.

Esta multidão carregava a maldade,
roubavam sonhos e destruíam a felicidade.
Uma garotinha tropeçou e caiu metros a frente da multidão,
um homem começa a correr e desferi um golpe...

Os sonhos eram tragados como uma fumaça,
a garotinha chorava em desespero,
mas logo ela viu tudo que era bom se esvair,
e em instantes ela também estava pronta para devorar sonhos.

Nenhuma luz, nenhuma esperança,
as risadas ecoavam a distância,
neste mundo a maldade sempre vence,
pois não há sonhos que não possam ser devorados.



16 de set. de 2013

Sangue IX

O destino estava sendo alterado quase sempre,
e eu caminhava por um corredor em uma fábrica abandonada,
as coisas tinham piorado muito quando as fantasias viraram realidade,
não havia mais escolhas.

Carregava duas pistolas 9mm, uma em cada mão,
a missão era simples... matar!
O pior pesadelo, desde aquela mesa de bar lá no começo
estava me perseguindo.

A inveja, cobiça e perversão...
Os diversos pecados em uma só criatura,
um barulho... medo!
Eu estava ágil, mas fui atingido, só que não seria meu sangue a ser derramado.


Me virei atirando, o impulso dos tiros jogava minhas mãos para trás,
eu o acertei várias e várias vezes no peito,
mas ainda vinha em minha direção com aqueles olhos vermelhos,
até que acerto a cabeça...

O sangue negro escorria pelo chão imundo,
de minhas pistolas saia fumaça, descarregadas,
e eu estava caído assistindo a cena,
precisa de muito mais que isso para me vencer.

Copyright © 2014
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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue VSangue VISangue VII e Chuva de Sangue


6 de set. de 2013

Cachoeira


Caminhávamos juntos de mãos dadas,
os nós das arvores faziam que a gente se desequilibrasse,
mas eu estava lá, segurando você
firme e forte.

A floresta era densa, mas somente eu conhecia o lugar,
a luz do sol criava feixes de luz
e seus olhos brilhavam intensamente,
era meu lugar secreto.

Já faz quase 4 anos que estamos juntos e ainda não tínhamos feito nada como isto,
e estar com você era surreal,
ali distante de tudo e em lugar tão lindo,
nada poderia ser melhor.

Após caminharmos por quase uma hora,
o barulho de água a distância era indescritível,
inundava os nossos ouvidos e nos deixava em êxtase,
e momentos seguintes, lá estava a cachoeira.

Arrancamos todas as nossas roupas e mergulhamos, a água estava fria,
selamos nossa chegada com um beijo demorado,
e eu queria levar uma vida para memorizar seu rosto,
e cada curva do seu cabelo...


28 de ago. de 2013

Paraíso

O ônibus cruzava a estrada de terra em um lugar distante,
conversávamos sem parar e meus olhos encontravam os seus,
os solavancos jogavam todos uns contra os outros,
mas meu coração estava ali, acelerado por você.

Após um tranco muito forte, umas das rodas se soltou,
apesar da frustração, quando olhei a praia com suas águas cristalinas,
e vi toda a beleza a minha volta, nada poderia ser melhor,
até sentir seu corpo próximo a mim me convidando para caminhar.

Nos distanciamos o suficiente para não sermos encontrados,
e bebida vai e bebida vem, eu já estava em seus braços,
nossas roupas iam nos deixando e sua boca me deixava em êxtase,
caímos na areia branca e as ondas vinham até nós.

O sol fazia seus olhos brilharem mais que o mar pouco a frente,
e sua pele branca estava macia e quente,
este era o paraíso e eu estava ali com você por cima de mim,
me acariciando e sussurrando em meu ouvido.

Ah o paraíso! A água fria contrastando com nosso fogo,
as palmeiras balançando suavemente com a brisa quente,
meus olhos semicerrados vendo nosso beijo,
e memorizando... o paraíso.


22 de ago. de 2013

Sangue VIII - Chuva de Sangue

A chuva lavava o telhado da velha casa no final da rua,
O liquido vermelho escorria pela calha, descia pelos canos,
E jorrava para o quintal sujo e fétido,
Era dia ainda...

As crianças rodavam pelas ruas, se admirando com a chuva vermelha,
Abriam a boca e tomavam esse liquido doce,
Não havia explicação, mas parecia um sonho,
Todos admiravam.

Não era possível dirigir, as ruas estavam escorregadias,
Os para-brisas estavam com a gosma vermelha,
E a chuva de sangue apenas aumentava,
Ninguém queria mais se molhar...

Choveu durante dias,
Os dias em que não havia mais sol,
Apenas sangue e mais sangue.

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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue VSangue VI e Sangue VII



A série Sangue já está chegando ao final.
Apesar de ter sido uma série com textos um tanto quanto macabros e alguns sombrios, renderam ao meu blog uma quantidade de acessos e popularidade respeitável.
A partir do último texto, ainda sem data definida de publicação, não irei escrever mais séries.
Obrigado pelos acessos frequentes =D

17 de ago. de 2013

Sangue VII


Depois de tantas correrias,
achei um castelo com torres altas,
a escuridão ainda permanecia,
mas meus medos haviam desaparecido.

O que você quer de mim?
Este sou eu, não adianta eu dizer que não sou fraco,
eu tenho viajado para realizar meus sonhos,
mas a sua ânsia em me destruir tem nos consumido.

Eu não vou deixar você me fazer sangrar novamente,
apenas não desista, pois agora que te encontrei...
poderei fazer o seu sangue ser derramado,
pintarei as paredes da minha casa com ele...

Neste castelo, eu não sou rei e nem príncipe,
mas eu tomo as decisões que quero e desejo,
não adianta você temer, não existe um alarme,
a sua morte será bem vinda.

A violência que você propaga,
exterminou a boa vida que existia entre nós,
fechei o punho e acertei seu rosto,
seu sangue vermelho vivido escorria lentamente pelo teu nariz.

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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue V e Sangue VI


28 de jul. de 2013

Sangue VI

A floresta negra reservava surpresas,
onde bruxas cruzavam as arvores montadas em suas vassouras,
rindo e gargalhando
para atormentar a todos.

Feitiços cruzavam o céu,
as pessoas corriam desesperadas,
casas queimando e corpos em chamas,
a maldade era admirável.

Um som de tiro ecoou fazendo todos pararem,
a bruxa acertou sua face contra um tronco,
caindo esfacelada coberta de sangue negro
e a sua vassoura quebrada.

A bruxa se levantou,
arrumando sua cabeça em cima do pescoço quebrado,
seu sorriso denotava prazer em estar viva
e o autor do tiro apenas mirava.

Vários tiros...
e o sangue jorrava,
a bruxa sacou sua varinha
e o homem estourava.
Gargalhadas.

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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IV e Sangue V

22 de jul. de 2013

Distância

As nuvens encobriram o céu azul,
a tempestade se formava,
e meu desejo era estar abraçado,
junto a você.

A partida tinha sido abrupta,
destruindo as minhas esperanças,
você estava a 10 mil quilômetros agora
e não havia nada que eu pudesse fazer.

A solidão me consumia,
as pessoas vinham e iam,
passavam pela minha vida
como sombras do amor que sinto por você.

Meu coração temia essa fantasia,
será que o que tivemos ainda vive dentro de você?
A sua vida estava diferente agora,
e pensar em você era o meu vício.



14 de jul. de 2013

Escuridão

Que a chuva varra a terra,
Que os raios cortem o céu,
Envoltos de terror,
Envoltos do caos.

Que a chama da vida que o mantém vivo,
Se apague.
Que a bondade e a felicidade,
Sejam tomadas pelo ódio.

Que a maldade se instale e promova a escuridão,
Que os sonhos nunca se realizem,
Que a verdade permaneça na mentira,
Que o amor não retorne.

O sol não brilhará mais,
A lua não poderá salvar a noite,
A tempestade está vindo e tornados ajudam com o cenário,
O caos é inevitável...
... dentro do meu coração.

27 de jun. de 2013

Sangue V

Eu levantei, olhando assustado para todos os lados,
meu sangue estava seco e minha cabeça doía,
aquele barranco em que eu havia caído, o carro despedaçado,
tudo isso já era um passado distante e turbulento.

Aprisionado pelo passado, pelos rostos,
as memorias dos corpos juntos, as suas mentiras,
toda a ilusão que criei sobre o que tínhamos,
isso não estava tão no passado.

O meu sangue já havia pintado diversas histórias,
mas a verdade é que o seu sangue que deveria ter sido derramado,
as mortes premeditadas,
as mentiras contadas.

Voltei a correr para tentar encontrar ajuda,
mas só vi as mesmas portas fechadas,
erros desconhecidos,
muros e escuridão.

Para o pior,
será o seu sangue que irá escorrer,
e as suas mortes para compensar...
Nada irá além.

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ACESSE os primeiros textos da série: Sangue, Sangue II, Sangue III e Sangue IV

16 de jun. de 2013

Entretenimento: Ousado

A temperatura subia, à todo o vapor,
Vá com força, não demore,
Não viaje! Estou aqui para ser entretido,
Não tem jeito de tocar o alarme...

Faça o que eu digo, olhe para mim!
Você sabe onde se meteu?
O que estou prestes a fazer é algo que você nunca viu,
não adianta gritar, apenas sinta o que posso fazer.

Você pensou que eu era um anjinho, delicado e meigo,
mas agora te pegando pelos cabelos, lambendo a sua orelha, apertando o seu...
O que eu me tornei para você?
Sinta meu corpo no seu, deixe eu te morder...

Eu estou no controle,
e estou pegando pesado com você,
não tem saída, é tarde demais, eu irei até o fim,
não tenha medo!

Feche seus olhos,
não tenha medo, apenas deixe rolar,
eu estou aqui para o seu entretenimento, aproveite!

10 de jun. de 2013

Entretenimento

Você me pegou,
me puxou para perto de você.
Encostou seu rosto no meu e lambeu minha orelha,
e depois sussurrou "Eu quero você"

Devagarinho, fui me sentindo uma estrela,
seus olhos brilhavam e essa era minha fantasia,
e eu te joguei na cama e gritei Oooh! Eu quero tanto você!
Arranquei sua calça e te virei...

Vivendo meu sonho, te agarrei e me esfregava em seu corpo nu,
minha mão deslizava sentindo o seu calor,
e logo nosso suor pingava pelo lençol,
sua boca estava maravilhosa..

Ooh! Eu gosto tanto de você...
para cima e para baixo
Ooh! Eu sinto você colado em mim,
e eu acho que estou em êxtase...

Eu sou teu entretenimento essa noite,
te algemando, eu peguei meu chicote e fui batendo em você-ê,
e eu cantava melodicamente.. Ooh! Eu sou todo seu...
e passava a minha língua devagarinho... Ooh!


25 de mai. de 2013

Sangue IV

Eu rolava barranco abaixo,
comendo terra e me ralando todo,
não havia mais volta,
eu havia pulado sem medir consequências.

A minha dor me consumia
e não havia uma máquina do tempo.
Não havia nada que parasse essa angustia,
A escuridão me tragava para os meus maiores pesadelos.

Após o barranco, eu bati a cabeça,
meu sangue quente escorria lentamente pelo rosto,
e com ele se misturavam as minhas lágrimas,
o desespero era substituído por algo inexplicável.

Eu corria, mas não sabia para onde queria ir,
Eu gritava, mas apenas ouvia o eco em retorno,
Eu seguia por esse caminho, mas nada acontecia,
só as trevas permanecia.

Não tinha saídas, não havia portas...
meu sangue gotejava e ia perdendo os sentidos...
tudo rodava agora e não sentia mais o chão...
Eu cai, mas não sentia mais dor.

Copyright © 2014
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!

ACESSE os textos anteriores da série: Sangue, Sangue II e Sangue III

16 de mai. de 2013

Almas Podres

Eu andava, vagava por ruas cheias de gente,
almas carregando corpos fétidos e sujos...
não havia reação, emoção ou qualquer outro sentimento,
não havia mais amor... eram rostos estaticos...

Eu acendi meu cigarro e a fumaça preenchia o vazio,
também preenchia meu pulmão podre,
como o meu coração que apenas bombeava meu sangue escarlate...
... carregado de pecados e tristezas.

A minha alma também carregava um corpo,
não havia mais vida ou sentimento,
apenas estava vivendo um dia após outro dia,
sem vontade de acordar, só queria dormir e viver de sonhos.

Minhas pernas fraqejavam, mas eu continuava vagando,
e agora eu procurava alguém que ainda respirava,
longe ou entre esses tantos corpos vagando na imensidão,
até que eu vi a luz naquele sorriso e
nas curvas do seu cabelo.

Não pensei duas vezes, o sentimento que você emanava... me drogava,
fez eu sentir o gosto de menta de meu cigarro.
E então eu voltei, você sempre me resgatava dos meus sonhos inebriantes,
O amor que a minha vida respira.



11 de mai. de 2013

Lágrimas

Deitamos em uma cama longa,
todo o espaço entre eu e você já era muito,
logo eu estava em seus braços...
... macios e quentes.

Meu coração palpitava como o de um passarinho,
seu toque enlouquecia os meus sentidos
e eu ainda não acreditava estar com você novamente,
mas essa noite nos reservava surpresas.

A minha voz rouca deu um ultimato,
as lágrimas desciam pesadamente pelo teu rosto
e eu queria tanto secá-las, afagar seus cabelos
e colocar sua cabeça em meu peito.

O fim! Estava acabando o que era para durar a vida inteira,
eu queria chorar com você, mas eu continuava falando,
até que senti o calor do seu corpo novamente, nos envolvendo em um gostoso abraço,
então as minhas lágrimas se juntaram as suas.

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5 de mai. de 2013

Sangue III


A nevoa perolada rodopiava pela pista,
os carros passavam rapidamente,
as escolhas já haviam sido tomadas e agora
eu estava a 180km em meu C4 Pallas roubado.

Passei pelo primeiro túnel na rodovia Imigrantes,
as lágrimas despencavam do meu queixo e minha visão distorcia,
na saída do túnel, vejo luzes amarelas piscando,
a velocidade, o álcool, meu sangue.

Um barulho infernal preencheu a minha mente,
o carro rodopiou muitas vezes e cacos de vidro batiam em meu rosto.
O teto do carro cedeu com o impacto no asfalto e meu corpo saiu pela janela,
rolando até a mureta de proteção.

A nevoa ainda rodopiava e agora o silêncio predominava,
meus olhos permaneciam abertos, mas eu não enxergava mais,
e meu sangue brilhava cada vez mais a cada gota que caia de meu nariz...
Escolhas... o desespero... a aflição... a minha morte...



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ACESSE os dois primeiros textos da série: Sangue e Sangue II


30 de abr. de 2013

Sorriso

A distância me separou do teu corpo,
Ainda sinto sua respiração em meu pescoço,
E seu coração batendo mais forte e seus olhos brilhando
e, principalmente, sinto falta do seu sorriso.

A vida não foi justa, tirou você de mim,
Mas ainda tenho você aqui comigo, em minha mente o tempo todo,
Ah como eu te amo, te amo!
E não me canso de repetir isso a mim mesmo.

Não importa quanto tempo passará,
nem tudo que terei que enfrentar,
ou que irão dizer de mim,
a falta que você me faz é maior que tudo isso.

O melhor de mim está enterrado por todas as lembranças...
... de todos os momentos que tivemos juntos
e somente o teu beijo pode me acalmar agora.

Somente a tua presença para me deixar feliz,
somente quando você for meu como antes,
eu poderei sorrir novamente.



Dedicação especial para uma pessoa que eu considero mais que tudo. Espero que tenha gostado e que você possa ter a sua pessoa amada de volta! Te adoroooo!

27 de mar. de 2013

Sangue II

Ainda chovia lentamente,
e meu corpo estava caído no piso de madeira,
a fumaça do meu cigarro circulava
pelo teto do meu quarto.

Eu olhava meu corpo de uma cadeira em um canto,
ainda não entendia como eu poderia ter chego a este ponto, 
mas o sangue escorria da minha cabeça
e tingia o chão cor de creme.

Não sei quantas horas se passaram,
mas eu esperava pela Morte vir buscar a minha alma,
o tiro havia sido certeiro.
Será que meu suicídio seria passível de condenação?

A minha vida passava em flashs,
e a atitude parecia admirável,
não havia arrependimentos,
apenas sangue e uma arma gélida ao meu lado.

Onde foi que eu errei?
Quantas vidas passei para estar pagando tão caro...
Quantas vidas viverei para reparar o meu suicídio?
Meu sangue... 

Acesse o primeiro texto da Série: Sangue

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17 de mar. de 2013

Sangue

A chuva caia lentamente,
e eu estava sem ações em uma mesa de bar,
o tempo e o destino estavam entrando em consenso
contra mim.

Fui convidado a entrar pela porta do caos,
e nela fui servido com um belo jantar,
em que vi corpos se misturando,
e a minha vontade de sangue crescia.

Por um momento,
me vi matando, triturando e esmagando aqueles corpos,
me vi sedento pela destruição,
e não ia saber parar...

Mas não matei e não houve sangue,
tudo isso foi substituído por lágrimas,
e hoje eu tenho que conviver com as cenas e mais cenas,
passando pela minha mente...

Entre realidade e ilusão, o sangue combinava bem mais...
... com as paredes e o álcool em seu sangue.
Ah o amor, sentimento que nos causa felicidade e dor,
e que faz meus olhos ficarem vermelhos como o sangue...

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Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!



7 de mar. de 2013

A vida

O vento soprava intermitente,
as folhas levantavam voo,
a terra era arrastada para o além,
as coisas já não eram mais como antes.

O tempo passava devagar,
a lua brilhava como o sol em uma noite quente,
tantas mudanças e tantos desapegos,
tantos mundos para se viajar.

A fronteira que havia entre o certo e o errado,
o lado do bem ou do mal,
as minhas vontades e os meus desejos,
cada coisa estava tomando seu lugar.

E é impossível parar o tempo,
dizer "chega" ou outra coisa qualquer,
pois nada para e a vida sempre continua,
e o certo e o errado já não existem mais...

7 de jan. de 2013

A ilusão e a Morte

     Um garoto caminhava por uma rua deserta e muito escura, a ilusão o perseguia e sua escapada devia ser rápida e astuta. Sem pestanejar, virou em uma rua enlameada sem luz alguma e quando menos percebeu se deparou com a Morte.
— Você veio me buscar?  Perguntou o garoto recuando alguns passos.
— Não!  Respondeu a Morte  Apenas vim para lhe tirar a ilusão...
— Que ilusão?  Indagou o garoto sem deixar a Morte concluir sua fala.
— Meu caro, a ilusão lhe fez acreditar que as pessoas ainda tem caráter  algumas realmente o tem, mas uma passou pelo teu caminho e lhe enganou, te iludiu, e sua missão deve ser terminada. Aprenda a enxergar a verdade, pois muitos lhe virão com mentiras. Quando um sentimento é verdadeiro, não há tempo e nem outro motivo que possa destruí-lo. 
— Mas... como faço para esquecer? Como faço para me livrar desse mal?
— Garoto... É simples. Alguns podem te iludir, mas o destino sabe o que faz. As pessoas são perversas garoto, roubam sua alma e até seu coração, mas será que elas merecem o que recebem? Certamente que não, ainda mais essa criatura tola que passou em sua vida, nem eu, a Morte, quero encontrar com um ser tão fútil que é capaz de enganar as pessoas com a ilusão.

— Então devo fazer o que? Me responda!  Disse o garoto sem entender o que deveria fazer.
— As pessoas só estão vinculadas a alguém por um laço de sentimento, quando uma das partes rompe esse laço, a magia está desfeita, mas para a outra pessoa ainda existe o laço. Como eu disse anteriormente, as pessoas são perversas e não prezam um verdadeiro sentimento, quando rompem o laço se desligam quase que totalmente da outra pessoa como se a mesma fosse descartável  Garoto, desvincule-se deste laço, somente assim a ilusão deixará você ir embora...

Leia a Série completa: A esperança e a Morte