Eu fui condenado e preso com correntes grossas e pesadas,
Meu choro podia ser ouvido a distância e meu sofrimento notado.
A Morte, sábia e astuta, caminhava até mim, novamente no inferno,
A minha sentença seria rápida e sem delongas.
Eu não irei morrer, também não iria para o céu ou outra coisa do gênero,
Permaneceria no inferno pela eternidade e lá eu teria um cargo.
Causar mais sofrimento as almas viajantes e encaminha-las para o próximo turno.
Eu sentia o desprezo e a dor, eu era a dor e o sofrimento, eu era o maior pecado e o maior medo.
Preso para sempre na imensidão do sofrimento e descansar naquele Vale das Sombras,
Não sei porque tive que me esconder por tanto tempo em um lugar tão obscuro.
Mas a minha maldade podia ser realmente explorada, nada valia mais a pena,
E já que nem a Morte me dava o privilégio de desaparecer, eu teria que cumprir o meu destino.
O barqueiro velho e quieto se aproximava trazendo as almas para o sofrimento,
E ria secamente pela minha condenação, as correntes apertando meus tornozelos.
Meus olhos estavam vermelhos refletindo as chamas incandescentes,
E meu coração já não existia mais, eu estava prestes a iniciar o caos e a discórdia.
Continuação dos textos: Vale das Sombras e Inferno.
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