27 de mar. de 2013

Sangue II

Ainda chovia lentamente,
e meu corpo estava caído no piso de madeira,
a fumaça do meu cigarro circulava
pelo teto do meu quarto.

Eu olhava meu corpo de uma cadeira em um canto,
ainda não entendia como eu poderia ter chego a este ponto, 
mas o sangue escorria da minha cabeça
e tingia o chão cor de creme.

Não sei quantas horas se passaram,
mas eu esperava pela Morte vir buscar a minha alma,
o tiro havia sido certeiro.
Será que meu suicídio seria passível de condenação?

A minha vida passava em flashs,
e a atitude parecia admirável,
não havia arrependimentos,
apenas sangue e uma arma gélida ao meu lado.

Onde foi que eu errei?
Quantas vidas passei para estar pagando tão caro...
Quantas vidas viverei para reparar o meu suicídio?
Meu sangue... 

Acesse o primeiro texto da Série: Sangue

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Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!


17 de mar. de 2013

Sangue

A chuva caia lentamente,
e eu estava sem ações em uma mesa de bar,
o tempo e o destino estavam entrando em consenso
contra mim.

Fui convidado a entrar pela porta do caos,
e nela fui servido com um belo jantar,
em que vi corpos se misturando,
e a minha vontade de sangue crescia.

Por um momento,
me vi matando, triturando e esmagando aqueles corpos,
me vi sedento pela destruição,
e não ia saber parar...

Mas não matei e não houve sangue,
tudo isso foi substituído por lágrimas,
e hoje eu tenho que conviver com as cenas e mais cenas,
passando pela minha mente...

Entre realidade e ilusão, o sangue combinava bem mais...
... com as paredes e o álcool em seu sangue.
Ah o amor, sentimento que nos causa felicidade e dor,
e que faz meus olhos ficarem vermelhos como o sangue...

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Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!



7 de mar. de 2013

A vida

O vento soprava intermitente,
as folhas levantavam voo,
a terra era arrastada para o além,
as coisas já não eram mais como antes.

O tempo passava devagar,
a lua brilhava como o sol em uma noite quente,
tantas mudanças e tantos desapegos,
tantos mundos para se viajar.

A fronteira que havia entre o certo e o errado,
o lado do bem ou do mal,
as minhas vontades e os meus desejos,
cada coisa estava tomando seu lugar.

E é impossível parar o tempo,
dizer "chega" ou outra coisa qualquer,
pois nada para e a vida sempre continua,
e o certo e o errado já não existem mais...