26 de out. de 2015

Matança

O sangue pingava por baixo da minha roupa, era inevitável que essa cena não ocorresse, pois eu estava de volta ao inferno. O sangue dos pecadores era o alimento essencial para a minha existência agora e sinceramente, eu amava o gosto doce e impuro de todos que cometiam atrocidades com o próximo. A inveja, a cobiça, a maldade e tantos outros sentimentos ruins contaminavam o sangue puro, destruíam a bondade.
Aos poucos fui me aproximando de uma multidão em uma rua movimentada na superfície, o sangue já havia secado e a minha aparência era de agrado a todos, eu não passava imperceptível em nenhum lugar, eu exalava tudo aquilo que os pecadores admiravam. Eu era o salvador deles, mas a verdade era bem diferente desta.
Parado, estático, imóvel, assim eu fiquei e logo um círculo se formou a minha volta, era difícil eu escolher quem seria o primeiro. Um jovem garoto me chamou a atenção, o incesto, rapidamente eu acessei a memória dele e vi tudo que fazia. Cenas de sexo explícito com o pai, com a mãe os irmãos, sexo em grupo com desconhecidos, pedofilia e sangue, o garoto era um assassino também. Era difícil achar uma presa como essa, lentamente me aproximei dele desabotoando meu paletó vinho, a minha camisa branca ficou a mostra e desabotoei ela também deixando meu peitoral a mostra, os olhos da minha presa cresceram denotando muito interesse. Eu apenas me encostei nele, deixei ele sentir meus lábios, ah... mas como os lábios dele me deixaram, uma doçura e até uma inocência, não pestanejei, mordi e arranquei sangue, eu bebia aquele sangue memoravelmente. As pessoas em volta começaram a correr após ver esta cena, elas gritavam e isso me dava mais prazer, o garoto ficou seco, pálido e sem vida, este já estava encaminhado ao inferno.
Só depois de beber a última gota, eu me levantei e reparei que apenas uma mulher tinha ficado para assistir a cena, ela gostava de assistir cenas como aquela. Sem demora, a agarrei pelo cabelo e puxei jogando-a no chão, ela estava assustada, mas a sua fome pela maldade, por ver a maldade era maior. Lentamente tirei minha adaga do bolso interno do paletó e a abri do peito ao seu baixo ventre, seus órgãos e músculos caíram aos meus pés, a mantive viva para ver sua própria morte, ela olhava incrédula para suas partes expostas em seu colo e sorria. Essa era das minhas. Me agachei e peguei seu coração ainda batendo quente e macio e o devorei vorazmente. Assim que devia ser com os pecadores. Assim que devia ser com todos que cruzassem meu caminho nesta noite...

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Leia os textos anteriores da Série Inferno: Vale Das Sombras (1), Inferno (2), Condenado (3), Prazer e Discórdia (4),Pecados Imperdoáveis (5), Restaurante dos Corvos (6), Perverso (7), Insano (8), Suicidas (9), Almas(10) e Pecadores (11).



15 de out. de 2015

Programa: Intenso

Você está faturando alto,
Você tem feito uma clientela admirável.
Eu fui seu, como é possível esquecer,
Eu paguei o preço justo pelo seu trabalho.
E agora estou aqui novamente.
Seu cheiro era envolvente, você usando essa camisa apertada,
Usando um topete penteado cuidadosamente.
Já me deixando louco.
Você continua esforçado, trabalha duro,
Chegamos e você já tira minha roupa,
Me envolve com estes seus braços definidos,
Me deixa sem folego.
Você bate, bate e bate, me puxa pelos cabelos
E fala doce ao meu ouvido, me prova.
Eu abria, fechava, eu me contorcia entre você.
Eu me esfregava, te apertava nas nádegas e te consumia.
Essas horas seriam as mais bem pagas desde a última vez,
Pois eu não ia querer parar, fomos uma, duas, três e quatro vezes sem parar.
O suor do teu peito gotejava em minhas costas,
Sua língua passava demoradamente em minha orelha.
Eu gritava, você ia mais forte, eu apertava o travesseiro,
Mas você apenas me olhava com aquela cara de safado.
Eu sobrevivi na primeira vez, mas agora não sei se este prazer me deixará vivo.
Suas mãos passavam e voltavam,
Virávamos, eu subia em você, ficava na tua frente me olhando no espelho,
Te olhando no espelho, pois você realmente sabe fazer o serviço.
Eu não queria parar, mas você urrava, você me olhava ao mesmo tempo docemente,
E acabamos. Ao seu lado, esse era o preço mais bem pago,
E este é um negócio que eu fiz dar certo para você.

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Leia outros textos como esse: Programa (recorde de acessos), Algemas, Entretenimento, Garoto, Louco e De Joelhos.


9 de out. de 2015

Feeling

Oh... garoto!
Você vem me rondando já faz um tempo,
Mas eu estou fugindo como um gato do banho.
Não dá para manter isso mais,
Você não sai do meu pé.
Se você tivesse um feeling,
Mas essas calças largadas saíram de moda nos anos 90.
O que eu posso querer de uma pessoa que carrega o espelho no bolso?
Se toca,
Esse seu cabelo está precisando é de um corte.
Não há nada que você possa fazer para me impressionar,
Eu já sei qual é a sua faz um tempo.
Não pense que você é descolado, que você é sabe-tudo,
Você não vai conseguir ter aquela pegada.
Oh... então você malha todos os dias por semana?
Isso realmente não vai funcionar,
Seus braços podem ser fortes, suas pernas definidas,
você parece estar pegando pesado todos os dias,
Mas eu não quero um pedaço de carne,
Não quero alguém que só fale: "Que gostoso!".
Te falta conteúdo, lhe falta o bom senso.
O músculo que mais importa você quase não usa,
E o outro... bem, esse músculo manda mais em você do que qualquer outra coisa.
Então desista,
Fique longe.

Você não me impressiona nadinha...

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2 de out. de 2015

Castelo

Como as ondas do mar,
Nossas vidas balançavam em perfeita harmonia.
As pessoas falam, falam sobre nós.
Mas eu sempre entendi o seguinte:
“A felicidade sempre foi um sentimento muito forte, mas quem não tem...
... só sobra a inveja ou incompreensão”
Deixe que falem, deixe que digam tudo sobre nós,
Deixe as pessoas serem como são, viver como querem.
Da mais alta torre do imenso castelo,
Eu apenas assistia a todos querendo derrubar o grande portão.
Eu podia ouvir os gritos, as lamentações e eu olhava a minha volta.
O que era aquilo lá embaixo?
As pessoas estavam tão infelizes assim a minha volta a ponto de virem aqui,
Virem até o meu castelo e querer colocar fogo em tudo?
Me armei com um arco e flecha,
E mirei em todos que batiam no portão.
Aqui ninguém entra, a vida é minha e eu sei que caminho tomar,
Eu sei que caminho devo seguir, eu sei o que devo fazer.
Aquilo me deixava selvagem, mas eu controlava aquilo com a mesma fúria.
Mas o que todos não sabem, mas eu direi agora,
É que tudo deve estar como está, está evoluindo com o tempo,
E ninguém é mais sábio que este tempo.
Então estes devem deixar de ser tolos e se preocuparem consigo mesmos,
Pois a vida de ninguém é bela, mas se você cuida do seu castelo (se for um castelo),
Ele crescerá e evoluirá ao ponto de ter as mais altas torres e
Os mais lindos jardins, para as borboletas te visitarem sempre.

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