27 de jun. de 2017

Distorcendo o tempo


          Deserto do Saara, 1983.



A areia do deserto parecia uma lava que se estendia pela imensidão do horizonte, o calor ultrapassava o limite aguentável para um ser humano. Apesar de tudo, os camelos cruzavam a areia e os ventos carregando a expedição até as ruínas de um antigo faraó, entre todos havia uma criança de apenas alguns meses de idade e o calor insuportável não deixava a mãe aquietar o choro intermitente. “Faltava pouco” ela orava.

A expedição parou a frente das ruínas de uma pirâmide e todos adentraram com rapidez, as queimaduras do sol e da areia foram absorvidas pelo frio e a escuridão do túnel que se estendia abaixo das ruínas. [...] Uma luz, um altar, sarcófagos e mais areia, o cenário era impecável, apesar do tempo. A luz emanava de um dos sarcófagos de ouro, trabalhado e desenhado com hieróglifos e ornamentos de milhares de anos, o homem baixo e carcomido pelo sol, pai da criança, sacou um pé de cabra e estancou na tumba e uma luz forte emanou por todo o aposento. Um flash dourado. Corpos caindo na areia. Apenas o choro ecoando...


São Paulo, Brasil, 2020.



— Bom dia! Eu quero me hospedar por 2 dias.
— Bom dia! — Respondeu a recepcionista — Temos somente as Suítes Presidenciais e os quartos com cama de solteiro simples. Qual o senhor deseja?
— A Suíte Presidencial — respondeu o garoto.
— São 12 mil reais. Qual a forma de pagamento?
— Cartão de Crédito... — e entregou o cartão American Express.
— Quarto 2201. Seja bem-vindo!

Alex Kansho não falava muito bem português, mas se preparou por anos afim de encontrar o famoso arqueólogo e físico nuclear Alberto Pigmelo Oshoha, famoso por suas descobertas sobre o estudo do Tempo e Espaço no Egito Antigo. Ele estava hospedado há alguns dias em São Paulo, pois irá palestrar sobre suas teorias na maior universidade do Brasil. Mal ele sabia que a distorção do tempo estava em carne e osso a poucos metros de distância dele. Alex tem 19 anos desde 2002, exatamente 18 anos atrás ele distorceu o tempo e o espaço provocando uma reação físico-orgânica-nuclear sem precedentes.


Continua...

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Série:
Distorcendo o tempo

Alex Kansho é o único sobrevivente entre as ruínas de uma antiga piramide no Egito. Porém, ele não conhece nada sobre o próprio passado ou como tudo que acontece agora, só acontece com ele. A procura de respostas, irá se aventurar por várias cidades ao redor do planeta. . Ele é comum, vive uma vida comum, mas ele consegue alterar o tempo de várias formas, ele está em constante pesquisa para distorcer o tempo para o futuro, mesmo que ele preveja algo aproximado. Sua constante está em alterar o presente e voltar para o passado quando necessário.

Forever and for Always - Bruno Twain - Distorcendo o tempo - Copyright © 2017 |
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Não é permitido usar esta obra para nenhum fim comercial. A Série "Distorcendo o Tempo" é registrada na Biblioteca Nacional.

Acessem a continuação da série abaixo:

2. Distorcendo o tempo - Passado e Futuro
3. Distorcendo o tempo - Alberto Oshoha
4. Distorcendo o Tempo - Mumbai

1 de jun. de 2017

Desconhecido

Todos os dias eu te espero
Para te ver passar em frente ao meu portão.
Espero aquele seu sorriso envergonhado,
Aquele olhar penetrante que logo desvia.

Eu imagino o toque dos seus dedos em minha pele,
Seu corpo quente em volta dos meus braços
E você respirando fundo inflando esse abraço.
Eu imagino o melhor para nós dois.

Mas eu nem ao menos sei o teu nome,
Nem como é teu cheiro.
Mas tudo que eu sinto é você,
Tudo que eu sinto é você me olhando diretamente em meus olhos, me desejando.

Só que você, desconhecido, nem imagina que meu coração está destruído,
Mesmo tendo muito amor para dar.
Mesmo assim, eu imagino você quebrando todas essas barreiras
E preenchendo essa tristeza com toda a felicidade novamente.

E todas as noites, eu estou ali esperando você.
Sem que você saiba que este seu sorriso é que me ajuda a enfrentar cada dia.
É teu olhar que me segura no limite desse abismo.
Você já é especial, mas não sei nem teu nome.

Tantas caras, tantos números, tantas conversas vazias.
E você me faz muito mais apenas com o olhar.
Se eu ao menos tivesse a coragem de lhe chamar, te parar, mas eu hesito...
Pois eu quero sentir apenas os teus lábios nos meus, desconhecido.

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