5 de mai. de 2013

Sangue III


A nevoa perolada rodopiava pela pista,
os carros passavam rapidamente,
as escolhas já haviam sido tomadas e agora
eu estava a 180km em meu C4 Pallas roubado.

Passei pelo primeiro túnel na rodovia Imigrantes,
as lágrimas despencavam do meu queixo e minha visão distorcia,
na saída do túnel, vejo luzes amarelas piscando,
a velocidade, o álcool, meu sangue.

Um barulho infernal preencheu a minha mente,
o carro rodopiou muitas vezes e cacos de vidro batiam em meu rosto.
O teto do carro cedeu com o impacto no asfalto e meu corpo saiu pela janela,
rolando até a mureta de proteção.

A nevoa ainda rodopiava e agora o silêncio predominava,
meus olhos permaneciam abertos, mas eu não enxergava mais,
e meu sangue brilhava cada vez mais a cada gota que caia de meu nariz...
Escolhas... o desespero... a aflição... a minha morte...



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ACESSE os dois primeiros textos da série: Sangue e Sangue II


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