Eu andava, vagava por ruas cheias de gente,
almas carregando corpos fétidos e sujos...
não havia reação, emoção ou qualquer outro sentimento,
não havia mais amor... eram rostos estaticos...
Eu acendi meu cigarro e a fumaça preenchia o vazio,
também preenchia meu pulmão podre,
como o meu coração que apenas bombeava meu sangue escarlate...
... carregado de pecados e tristezas.
A minha alma também carregava um corpo,
não havia mais vida ou sentimento,
apenas estava vivendo um dia após outro dia,
sem vontade de acordar, só queria dormir e viver de sonhos.
Minhas pernas fraqejavam, mas eu continuava vagando,
e agora eu procurava alguém que ainda respirava,
longe ou entre esses tantos corpos vagando na imensidão,
até que eu vi a luz naquele sorriso e
nas curvas do seu cabelo.
Não pensei duas vezes, o sentimento que você emanava... me drogava,
fez eu sentir o gosto de menta de meu cigarro.
E então eu voltei, você sempre me resgatava dos meus sonhos inebriantes,
O amor que a minha vida respira.
16 de mai. de 2013
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