O ônibus cruzava a estrada de terra em um lugar distante,
conversávamos sem parar e meus olhos encontravam os seus,
os solavancos jogavam todos uns contra os outros,
mas meu coração estava ali, acelerado por você.
Após um tranco muito forte, umas das rodas se soltou,
apesar da frustração, quando olhei a praia com suas águas cristalinas,
e vi toda a beleza a minha volta, nada poderia ser melhor,
até sentir seu corpo próximo a mim me convidando para caminhar.
Nos distanciamos o suficiente para não sermos encontrados,
e bebida vai e bebida vem, eu já estava em seus braços,
nossas roupas iam nos deixando e sua boca me deixava em êxtase,
caímos na areia branca e as ondas vinham até nós.
O sol fazia seus olhos brilharem mais que o mar pouco a frente,
e sua pele branca estava macia e quente,
este era o paraíso e eu estava ali com você por cima de mim,
me acariciando e sussurrando em meu ouvido.
Ah o paraíso! A água fria contrastando com nosso fogo,
as palmeiras balançando suavemente com a brisa quente,
meus olhos semicerrados vendo nosso beijo,
e memorizando... o paraíso.
28 de ago. de 2013
22 de ago. de 2013
Sangue VIII - Chuva de Sangue
A chuva lavava o telhado da velha casa no final da rua,
O liquido vermelho escorria pela calha, descia pelos canos,
E jorrava para o quintal sujo e fétido,
Era dia ainda...
As crianças rodavam pelas ruas, se admirando com a chuva vermelha,
Abriam a boca e tomavam esse liquido doce,
Não havia explicação, mas parecia um sonho,
Todos admiravam.
Não era possível dirigir, as ruas estavam escorregadias,
Os para-brisas estavam com a gosma vermelha,
E a chuva de sangue apenas aumentava,
Ninguém queria mais se molhar...
Choveu durante dias,
Os dias em que não havia mais sol,
Apenas sangue e mais sangue.
Leia os textos anteriores da série: Sangue, Sangue II, Sangue III, Sangue IV, Sangue V, Sangue VI e Sangue VII
A série Sangue já está chegando ao final.
Apesar de ter sido uma série com textos um tanto quanto macabros e alguns sombrios, renderam ao meu blog uma quantidade de acessos e popularidade respeitável.
A partir do último texto, ainda sem data definida de publicação, não irei escrever mais séries.
Obrigado pelos acessos frequentes =D
O liquido vermelho escorria pela calha, descia pelos canos,
E jorrava para o quintal sujo e fétido,
Era dia ainda...
As crianças rodavam pelas ruas, se admirando com a chuva vermelha,
Abriam a boca e tomavam esse liquido doce,
Não havia explicação, mas parecia um sonho,
Todos admiravam.
Não era possível dirigir, as ruas estavam escorregadias,
Os para-brisas estavam com a gosma vermelha,
E a chuva de sangue apenas aumentava,
Ninguém queria mais se molhar...
Choveu durante dias,
Os dias em que não havia mais sol,
Apenas sangue e mais sangue.
Copyright © 2014
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!
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A partir do último texto, ainda sem data definida de publicação, não irei escrever mais séries.
Obrigado pelos acessos frequentes =D
17 de ago. de 2013
Sangue VII
Depois de tantas correrias,
achei um castelo com torres altas,
a escuridão ainda permanecia,
mas meus medos haviam desaparecido.
O que você quer de mim?
Este sou eu, não adianta eu dizer que não sou fraco,
eu tenho viajado para realizar meus sonhos,
mas a sua ânsia em me destruir tem nos consumido.
Eu não vou deixar você me fazer sangrar novamente,
apenas não desista, pois agora que te encontrei...
poderei fazer o seu sangue ser derramado,
pintarei as paredes da minha casa com ele...
Neste castelo, eu não sou rei e nem príncipe,
mas eu tomo as decisões que quero e desejo,
não adianta você temer, não existe um alarme,
a sua morte será bem vinda.
A violência que você propaga,
exterminou a boa vida que existia entre nós,
fechei o punho e acertei seu rosto,
seu sangue vermelho vivido escorria lentamente pelo teu nariz.
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