28 de jul. de 2013

Sangue VI

A floresta negra reservava surpresas,
onde bruxas cruzavam as arvores montadas em suas vassouras,
rindo e gargalhando
para atormentar a todos.

Feitiços cruzavam o céu,
as pessoas corriam desesperadas,
casas queimando e corpos em chamas,
a maldade era admirável.

Um som de tiro ecoou fazendo todos pararem,
a bruxa acertou sua face contra um tronco,
caindo esfacelada coberta de sangue negro
e a sua vassoura quebrada.

A bruxa se levantou,
arrumando sua cabeça em cima do pescoço quebrado,
seu sorriso denotava prazer em estar viva
e o autor do tiro apenas mirava.

Vários tiros...
e o sangue jorrava,
a bruxa sacou sua varinha
e o homem estourava.
Gargalhadas.

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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IV e Sangue V

22 de jul. de 2013

Distância

As nuvens encobriram o céu azul,
a tempestade se formava,
e meu desejo era estar abraçado,
junto a você.

A partida tinha sido abrupta,
destruindo as minhas esperanças,
você estava a 10 mil quilômetros agora
e não havia nada que eu pudesse fazer.

A solidão me consumia,
as pessoas vinham e iam,
passavam pela minha vida
como sombras do amor que sinto por você.

Meu coração temia essa fantasia,
será que o que tivemos ainda vive dentro de você?
A sua vida estava diferente agora,
e pensar em você era o meu vício.



14 de jul. de 2013

Escuridão

Que a chuva varra a terra,
Que os raios cortem o céu,
Envoltos de terror,
Envoltos do caos.

Que a chama da vida que o mantém vivo,
Se apague.
Que a bondade e a felicidade,
Sejam tomadas pelo ódio.

Que a maldade se instale e promova a escuridão,
Que os sonhos nunca se realizem,
Que a verdade permaneça na mentira,
Que o amor não retorne.

O sol não brilhará mais,
A lua não poderá salvar a noite,
A tempestade está vindo e tornados ajudam com o cenário,
O caos é inevitável...
... dentro do meu coração.