12 de fev. de 2017

Moreno

Não foi por acaso,
Te encontrei na noite,
Justamente quando eu precisava tanto de um carinho.
No banco de trás do teu carro,
A nossa história começou.

Seu beijo era macio, quente e doce.
Eu podia sentir sua respiração quando minhas mãos iam desbravando teu corpo.
Arranquei tua camisa e vi seu peitoral definido,
Moreno da cor do pecado,
Seus beijos pelo meu corpo me deixavam em êxtase,
Era mais do que eu desejava ter.
Devagarinho, você estava por cima de mim
E eu lambia seu abdômen,
Seu corpo nu me excitava,
Me deixava louco,
Minhas mãos não sabiam onde ficar.
E você rebolava me dando tesão.
O banco de couro poderia contar melhor do que eu essa nossa história,
Em que fizemos amor e não conseguíamos parar de nos beijar.
O vai e vem cessou e nossos corpos queimavam,
E nossos beijos estralavam na noite quente.

Moreno, tu me deixaste louco.
E eu me pego lembrando do quão bom foi nossos corpos juntos.
Moreno, da cor do pecado.
Jamais poderia saber que seria tão bom.

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3 de fev. de 2017

O tempo e a Morte

Os dias passam muito rápido, semanas se passam e a mesmice invade a vida do garoto deixando-o enojado. Sim, o tempo pode passar rapidamente, mas as memorias ainda continuam a assombrar a mente, agora, perturbada e inconsequente dele. A maldade feriu seu coração e sua mente, parecia muito tarde agora para remediar tudo aquilo que desejou ou agiu, mesmo com todos os esforços, ele olhava em volta e se desesperava em notar tantas pessoas tão ruins quanto as que ele pode ter em sua presença.
O tempo não era capaz de apagar ou remediar qualquer situação, os fatos eram consumados e as consequências tinham se tornado um tormento e tanto para a mente bondosa do garoto. Mas até quando a bondade pode ser útil? Será que o amor era capaz de vencer tudo e todos? Será que fazer o bem realmente compensava? Será que a maldade sempre vence realmente? Em meio a tantos questionamentos, o garoto se pegou sozinho pensando no tempo, mas ele não estava sozinho...
— Sua mente não para, não é mesmo? — Questionou a Morte sombriamente.
— Morte, quanto tempo! — Respondeu o garoto tristemente — Realmente a minha mente não para, pode ouvir meus pensamentos?
— Infelizmente! — Disse a Morte — Mas como sempre posso ter as respostas das quais precisa, deseja ouvir?
— Sim, eu gostaria, mesmo imaginando quais seriam estas respostas...
— A bondade sempre será útil, mas tudo em excesso pode ser prejudicial, até o amor. Falando nele, não, o amor não pode vencer o mal, infelizmente, mesmo sendo um sentimento excessivamente poderoso e milagroso que desencadeia diversos outros sentimentos bons, ele por si só não é capaz de vencer a maldade, a inveja e a ganancia.
— Mas Morte, como ele não pode? — Questionou o garoto tristemente.
— Simples, o amor nunca deve ser unilateral, deve ser sentido por ambos, se não é, a maldade tem espaço maior entre estas pessoas. — Respondeu a Morte.
— Entendi, infelizmente isso é verdade.
—O bem compensa? Sim, você poderá atrair pessoas muito boas e ajudá-las. A vida não é só você, há pessoas conectadas, tu deves controlar o quanto cada uma delas pode lhe influenciar e caberá somente a você essa decisão. Tu podes errar, como podes acertar.
— Essa é a parte mais difícil, decidir quem é digno de nossa confiança e quem poderá nos apunhalar da pior forma com planos infalíveis. — Disse o garoto.
— Realmente é muito difícil identificar quem poderá ser um potencial destruidor de sua confiança. — Respondeu a Morte — E sua última questão: A maldade tem ganhado muito espaço, as pessoas são facilmente influenciáveis por ela. Um exemplo: as pessoas tendem a acreditar nas pessoas que se fazem de boas e choram, do que naquelas que explodem e gritam. Geralmente, as pessoas que estão indignadas com a maldade são mais nervosas para lidar com as mentiras. Entretanto, as pessoas que mentem são mais frias e calculistas, usam desse argumento para ganhar território, mas nunca falam a verdade. Neste quesito, é questão de tempo para as máscaras caírem e quando isso ocorrer, a dor que poderia ter sido evitada, estará muitas vezes, maior. — Concluiu a Morte serenamente.
— Então o tempo se encaminhará de tudo?
— De fato, sim. Todos erram. Aqueles que acham em sã consciência que não comentem erros, são os que mais erram, pois não admitem seu erro e por ventura, não aprenderão com estes. — Disse a Morte, agora tomando folego — Aprenda garoto, um aviso: Viva sua vida, se entregue a ela novamente, dizem que um raio não cai no mesmo lugar duas vezes, mas cai, porém não é por isso que você deve se entregar a escuridão e a tristeza. Tente e não desista. Você sempre teve uma luz irradiante, porém agora que apagaram, você deve acendê-la novamente e deixa-la brilhar, mas somente para você, dessa próxima vez que virá. Aquele não merecia sua luz e a desperdiçou, agora vive com as mentiras e com a escuridão. Não faça o mesmo.

E assim se foi a Morte, com sua longa foice de prata reluzente. Os conselhos, novamente, haviam sido atordoantes, mas necessários. A vida é cruel e, às vezes, nem mesmo o tempo pode curar certas feridas. No entanto, são as nossas escolhas que alteram a nossa vida, que resumem nossos caminhos e acendem a nossa felicidade. Basta ter a escolha certa e pensar positivo.


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