24 de dez. de 2013

Espirito de Natal

Havia um garoto que há muito tinha perdido seus pais. Ele vagava pelas ruas de uma pequena cidade descalço e sujo, tinha um pouco mais de 10 anos e não havia nada no mundo que o consolasse.
A esperança já havia o deixado há muito tempo atrás e ele não tinha ninguém a quem contar, o mundo estava sombrio e perigoso. Está noite era Natal, e ele passava olhando pelas janelas das casas outras crianças ganhando presentes e sendo abraçadas, o amor estava por toda parte e ele se sentia cada vez mais triste, não havia como escapar, era inevitável esse sofrimento que ele sentia ali dentro, bem no fundo do peito em seu coração.

Um acidente mudaria sua vida.
Um motorista perdeu o controle de seu carro acertando a traseira do carro a frente, ninguém estava ferido. Uma mulher desceu do carro a frente e muito irritada se postou ao lado da janela do motorista, ela gritava e chutava a porta do carro, ela estava grávida, mas não parecia se importar muito. O motorista, por sua vez, abriu a porta e os dois começaram a discutir ardentemente, as pessoas em volta vieram de encontro e começaram a brigar também, de repente, parecia que não existia mais amor e nem qualquer outro sentimento bom. O garoto assistia a cena calado e em choque, não sabia o que fazer, até que gritou:
— Será que ninguém mais sabe o que é o espirito de Natal aqui? — Todos se calaram e olharam para o garoto, o grito tinha sido audível e agudo. Todos que olharam, viram o garoto sujo e com as roupas rasgadas, descalço e aparentemente com fome de tão magro.

A mulher grávida ficou perplexa com a cena, a noite caia e as luzes piscavam, faltava pouco para o dia 25 e ela ficou imaginando o que aquele garoto fazia na rua daquele jeito e naquele frio. Sem pensar, olhou para o motorista, também perplexo e a todos em volta, parece que todos estavam pensando a mesma coisa, onde está o espirito de Natal? Então a mulher andou até o garoto e perguntou:
— Menino, o que faz aqui no frio e todo sujo? Onde está a sua família?
— Eu... não tenho mais meus pais, eu vivo na rua. — Disse o garoto olhando para o chão.
— Meu Deus! Quantos anos você tem? — Ela perguntou
— Eu tenho 11.

O golpe foi sentido em todos os corações que assistiam a cena. O egoísmo, a falta do espirito de Natal, as diferenças, as razões nada importantes para as brigas. O que as pessoas esperam do natal? Inimizades? Ressentimentos? Mágoas? O que mais caberia de tão ruim em todos que não compreendem o que o Natal significa?
A mulher então puxou o garoto junto a si e o levou para o seu carro. Ela pediu desculpas a todos e o motorista pediu desculpas a ela, prometendo o conserto. Várias pessoas tiraram foto e questionaram o que ela faria com o garoto. Ela apenas assentiu e disse que ele merecia um banho, roupas descentes e um Natal cheio de amor e carinho como todas as crianças merecem.

A história logo repercutiu e os habitantes da pequena cidade se reuniram segurando velas em suas mãos a frente da casa da mulher grávida que abrigou o garoto que clamou pelo espirito de Natal. Como uma corrente, todos passaram a história a todos os conhecidos e como se fosse um milagre, replicaram a bondade e o amor, até todos caminharem a humilde casa da mulher para transformar o Natal do pequeno garoto órfão em um verdadeiro milagre de espirito de Natal.



Feliz Natal a todos! E façam o bem e desejem o bem, pois muitas vezes aqueles que estão próximos a você apenas te querem bem e querem compartilhar o amor.


16 de dez. de 2013

Ciúmes

A chuva caindo lentamente,
Molhando nossos rostos na meia-noite,
Eu quase senti a graça de ver a gota perolada pousando em seu rosto,
Que ciúmes da chuva.

O vento soprando forte,
Sacudindo nossas roupas, bagunçando o meu cabelo,
Isso parece tão errado, tão injusto,
Que ciúmes do vento.

A luz forte do sol bronzeando sua pele,
Eu tento pegar, mas passa por entre os meus dedos,
Refletindo sua pele morena e dourada,
Que ciúmes do Sol.

Oh, tudo parece tão injusto!
Eu não quero que nada além de mim tenha você.
Nesta noite clara com a luz da lua, as estrelas,

Eu tenho ciúmes da lua.


6 de dez. de 2013

Desaparecer

A vida tem me levado diversas coisas,
Coisas que eu amava, coisas que eu admirava.
Seja o meu caráter, seja minhas esperanças,
Estou perdendo tudo.

A vida tem levado coisas que eu amava
Quando eu estava cego demais para enxergar o certo do errado.
Eu fui nocauteado, eu fui derrubado,
Perdi diversas rodadas, este tem sido meu aborrecimento.

Eu desisti de tentar a sorte e estou tentando me virar,
Mas tudo tem dado tão errado, os tempos estão difíceis.
Uma vez que a dor te toca, você nunca mais será o mesmo, é o que dizem,
Mas eu tento sorrir, e estou sendo experiente em disfarçar a minha dor.

O seu coração ficou escuro, negro como o céu em uma tempestade,
E dessa vez eu aprendi que existe o certo e o errado e que o amor pode te queimar,
Mas o tempo pode curar seu coração novamente, então deixe as nuvens que te deixam triste

Apenas desaparecer!


4 de dez. de 2013

Diante da morte

Eu cai,
Me feri,
Me machuquei
Nos cacos de vidro espalhados pelo chão do meu coração despedaçado.

Não havia mais nada,
Não havia mais sentimento,
Mas havia dor e angústia,
Havia lágrimas e sofrimento.

Nem o tempo podia curar,
Nem o tempo remediaria esta tempestade,
Mas o tempo tentaria apagar estas memórias deste futuro incerto,
O tempo faria deste presente um passado amargo.

Eu tentei correr destes pesadelos,
Mas quanto mais eu corria, mas eu caia nesta escuridão,
correr de tudo e todos, correr para o infinito, pela rua,
até que sou atropelado.

Erros e arrependimentos,
A luz agora me alcançava lentamente e não havia retorno,
Essa foi a minha vida passando em frente aos meus olhos hoje,
Diante da morte.




2 de dez. de 2013

Sangue X

Andávamos lado a lado em um lugar bem movimentado,
O meu ódio transbordava fazendo meu coração acelerar.
O momento seguinte ainda era um mistério,
Mas esta seria minha única oportunidade para me vingar.

O sol brilhava fortemente e cada vez mais o número de pessoas ao nosso redor aumentava,
Mesmo com o risco e mesmo com o receio de perder esta tão esperada oportunidade,
Eu saquei a minha arma da cintura e apontei diretamente para a cabeça.

A criatura começou a correr o mais rápido que pode,
Mas mesmo com a multidão, o tiro teria que ser certeiro.
Até que eu disparei uma, duas, três, quatro vezes,
O quarto tiro acertou as costas fazendo-o cair.

Eu cheguei bem próximo e empurrei ele fazendo-o olhar para mim,
E disse: “Não adianta tentar, seja quantas vezes for, eu sempre serei melhor do que você”,
“Seu sangue é imundo, carrega a sua vaidade e futilidade, tenho nojo de você.”
Mirando a cabeça novamente, eu atirei!

A cabeça estourou fazendo voar miolos e sangue para todos os lados,
as pessoas correram de medo, mas voltaram para ver a cena.
É assim que deve ser o fim de muitas pessoas.

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Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue VSangue VISangue VIIChuva de Sangue e Sangue IX


A série sangue volta novamente para o meu blog em sua décima edição. Esta é a única série do meu blog e a mais rentável em acessos. Em breve, eu lançarei outra série no blog. Aguardem e obrigado pelos acessos frequentes. =D