25 de set. de 2013

Baile de Mascaras

O eclipse solar ia transformando as vidas,
a escuridão vinha tomando conta.
O espetaculo se tornou um show de horrores.
As almas saiam de seus corpos cobertos pela mentira.

A ilusão da vida humana, a esperança!
Poderia salvar a todos?
Mas a imagem refletida no espelho não era essa.
Um silêncio nunca ouvido antes...

As mascaras caiam devagar,
revelando o que as pessoas realmente eram.
O garoto inocente começou a correr, deseperado,
mas não haviam mais chances...

O destino enclausurou as almas,
deixando-as eternamente vagando, sem rumo.
E o garoto deixado de lado, sofrendo!
Não há chances quando você se transforma no que não é...



As pessoas na sociedade são exatamente assim. Usam mascaras. © Copyright Nancy Farmer photo.


Hoje, sem criatividade nenhuma, coincidentemente, acho um texto que escrevi há quase 1 ano atrás... no dia 28 de setembro de 2012. Editei e resolvi publicar. =D

20 de set. de 2013

Devorando sonhos

Uma multidão caminhava na escuridão,
todos envoltos em capas negras e rasgadas,
à frente: pessoas corriam desesperadas,
sem rumo e talvez sem como escapar.

Esta multidão carregava a maldade,
roubavam sonhos e destruíam a felicidade.
Uma garotinha tropeçou e caiu metros a frente da multidão,
um homem começa a correr e desferi um golpe...

Os sonhos eram tragados como uma fumaça,
a garotinha chorava em desespero,
mas logo ela viu tudo que era bom se esvair,
e em instantes ela também estava pronta para devorar sonhos.

Nenhuma luz, nenhuma esperança,
as risadas ecoavam a distância,
neste mundo a maldade sempre vence,
pois não há sonhos que não possam ser devorados.



16 de set. de 2013

Sangue IX

O destino estava sendo alterado quase sempre,
e eu caminhava por um corredor em uma fábrica abandonada,
as coisas tinham piorado muito quando as fantasias viraram realidade,
não havia mais escolhas.

Carregava duas pistolas 9mm, uma em cada mão,
a missão era simples... matar!
O pior pesadelo, desde aquela mesa de bar lá no começo
estava me perseguindo.

A inveja, cobiça e perversão...
Os diversos pecados em uma só criatura,
um barulho... medo!
Eu estava ágil, mas fui atingido, só que não seria meu sangue a ser derramado.


Me virei atirando, o impulso dos tiros jogava minhas mãos para trás,
eu o acertei várias e várias vezes no peito,
mas ainda vinha em minha direção com aqueles olhos vermelhos,
até que acerto a cabeça...

O sangue negro escorria pelo chão imundo,
de minhas pistolas saia fumaça, descarregadas,
e eu estava caído assistindo a cena,
precisa de muito mais que isso para me vencer.

Copyright © 2014
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!

Leia os textos anteriores da série:  SangueSangue IISangue IIISangue IVSangue VSangue VISangue VII e Chuva de Sangue


6 de set. de 2013

Cachoeira


Caminhávamos juntos de mãos dadas,
os nós das arvores faziam que a gente se desequilibrasse,
mas eu estava lá, segurando você
firme e forte.

A floresta era densa, mas somente eu conhecia o lugar,
a luz do sol criava feixes de luz
e seus olhos brilhavam intensamente,
era meu lugar secreto.

Já faz quase 4 anos que estamos juntos e ainda não tínhamos feito nada como isto,
e estar com você era surreal,
ali distante de tudo e em lugar tão lindo,
nada poderia ser melhor.

Após caminharmos por quase uma hora,
o barulho de água a distância era indescritível,
inundava os nossos ouvidos e nos deixava em êxtase,
e momentos seguintes, lá estava a cachoeira.

Arrancamos todas as nossas roupas e mergulhamos, a água estava fria,
selamos nossa chegada com um beijo demorado,
e eu queria levar uma vida para memorizar seu rosto,
e cada curva do seu cabelo...