27 de jul. de 2015

De Joelhos

Eu quero arranhar suas costas,
Até seu sangue ficar debaixo de minhas unhas.
Não gosto de ser sútil,
Eu sei que você me quer, eu sei que você precisa de mim.
Aqui, agora,
Eu passando a língua em sua orelha,
Ouvindo você gemer gostoso,
Nunca sentiu tanto prazer?!
Seu corpo não para,
Sinto suas nádegas esfregando em mim.
Eu quero todo esse seu suor no meu corpo,
Eu quero te morder e deixar minhas marcas
Como se fosse uma tatuagem.
Garoto, não vim para brincar,
Aperte com mais força nesse movimento de vai e vem.
Quero sentir o chão tremer,
Quero sentir o ar sair quase que totalmente dos meus pulmões.
Seus lábios passando pela minha barriga e descendo, descendo,
Esse parque de diversões é seu agora, então aproveite.
Fique de joelhos, olhe para mim, veja como mordo meus lábios de prazer.
Já nem consigo enxergar direito, sua boca é milagrosa.
Venha, venha aqui! E preste atenção,
Te pego pelos cabelos e faço você me obedecer
Que nem um cachorrinho...
Vou te ensinar a sentar....

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20 de jul. de 2015

Banho de Sangue

A maldade está enraizada em meu sangue,
Meus poros exalam a discórdia.
Eu estou a procura de um lindo pescoço,
Liso e macio,
Delicado,
Eu tenho uma faca reluzente e quero banhá-la de sangue.
Alguns dizem que não tenho coração,
Outros dizem que eu sou o mensageiro da própria morte.
Mas a sua insignificância desperta toda essa maldade,
Todo esse sentimento de matar.
Não demorou muito e eu rasguei seu pescoço
Com meus próprios dentes,
Seu sangue era doce, quente e aveludado,
Preenchendo toda a minha língua,
Me banhando quase por completo,
Me senti como um vampiro.
Eu estava muito satisfeito de ver seu corpo caído,
Ao relento nesta sarjeta nojenta junto com os ratos.

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13 de jul. de 2015

Demônios

O anjo sangrava da cabeça aos pés,
Seu manto branco colava em sua pele alva,
E transparecia todo seu íntimo.
O sangue dos pecadores escorria em um vermelho quase negro,
E o dos inocentes escorria pelos pés do anjo em um vermelho vivido.
Nós nascemos para segui-lo,
Mas acima de tudo respeitá-lo.
Sua fé não pode ser a faca cortando a minha garganta,
Sua descrença não pode ser o fogo queimando o altar e estourando os vitrais.
Sua fé, matou o anjo, ele chora as lágrimas dos inocentes.
A desilusão não pode apontar mais uma arma para a menina de cabelos encaracolados,
Tremendo de medo em um canto enquanto sua ignorância toma seus sentidos.
O seu amém não pode cortar o coração do garoto,
Chorando em cima de seus lindos desenhos e manequins.
Seus pés pisam em cima da imagem e a destrói por completo,
Inserindo o ódio onde ele nunca esteve.
O dinheiro suga as almas dos espíritos dominados pelo encardido,
E esse demônio reúne um rebanho,
Vendendo tijolinhos para a construção imperial no inferno.
A sua fé, não pode matar.
A sua fé, não pode esquartejar o amor dos outros.
Ame. Ele é simplesmente isso e deseja isso.


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7 de jul. de 2015

Sangue XVII

Você foi uma parte do meu plano,
Este plano deu muito certo.
Eu te usei,
Como se usa papel higiênico,
Eu fiz o que quis com você
E depois te descartei na lata do lixo.
Foi belo, foi legalzinho,
Mas enquanto você acha que posso cair,
Eu estou pronto para destruir tudo.
Seu corpo tatuado ficou lindo no chão caído,
E seu sangue escorria pela parede.
Eu apenas te olhava, estatelado no chão gélido,
Sem movimento, sem vida.
Meu cigarro queimava lentamente
E eu somente lembrava dos nossos momentos bons.
Ah e como se tivesse havido tais momentos,
Já que você destruiu tudo com as suas mentiras.
Se não sabe dançar até a música acabar,
Não precisa colocar a sua canção favorita.

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Vejam o vídeo da Cantora Priscila Leão e conheçam seu maravilhoso trabalho.
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2 de jul. de 2015

Improvável

Eu te via,
Mas era como se você não estivesse ali.
Os espelhos me enganavam,
Me assombravam,
Me arrepiavam.
Eu sabia que isso era impossível,
Mas a impossibilidade é só um ponto de vista.
Eu queria te sentir, saber se era real,
Eu senti o gosto, pude tocar,
A realidade se misturava com a utopia.
Eu estava sedento, queria mais,
Queria provar o improvável,
Viver como uma espécie de louco,
Falando sozinho pelos cantos.
Eu te via,
E você não estava lá, de fato.
Eu te via,
E podia te tocar,
Mas eu piscava os olhos por um momento,
E você desaparecia.
Eu ouvia sua voz tocando suavemente meus ouvidos,
E quando percebia estava ao seu lado, sabe-se lá onde.
Mas eu sabia:
O improvável, o impossível, era a maior realidade que eu poderia ter.

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