28 de dez. de 2015

Monstro

Eu me tornei um monstro,
A sua ausência despertou o pior em mim.
Eu falei tanta coisa,
Mas tanta coisa,
Que eu destruí tudo que podíamos salvar.
Eu disse coisas que não são verdades,
Eu disse coisas apenas para te ferir, apenas para te ferir,
Mas como eu pude ferir quem eu amava?
Como eu pude ser capaz de falar tudo que falei?
Eu terei que conviver com isso até o final da minha vida,
Pois nunca receberei o seu perdão.
Ambos erramos depois que não nos vimos mais,
As coisas estavam tão distorcidas e eu sempre recebia a informação da pior forma.
Eu fui tão cruel, quando eu poderia estar salvando tudo,
Mas será que havia salvação?
Eu não tinha percebido que realmente havia acabado,
Eu não podia mais controlar e vigiar o que você fazia
E quando descobri, eu sai de mim, pois eu jamais pensaria em outra coisa,
A não ser em te querer, a não ser em ter você novamente.
Será que a luz no final do túnel só precisava de um tempo para chegar mais perto?
Eu nunca quis te ferir, mas ambos nos ferimos.
E agora, resta-nos continuar nossas vidas, seguir em frente e esquecer esse pesadelo,
Porque tudo se tornou irreparável,
Tudo se tornou um imenso redemoinho que engoliu nossos sonhos e nossa felicidade,
Engoliu nosso futuro e nosso infinito.
Meu coração sangra, por causa das nossas atitudes, por causa das nossas ações.
Nada do que eu possa falar agora, vai amenizar a raiva e o ódio que você sente por mim,
Nada do que eu faça vai juntar os cacos espalhados pelo chão.
E tudo que eu disse, foi apenas para te ferir, do jeito que eu me considerei ferido,
Mas a verdade, é que eu te amo e ficar sem você é terrível.

Só que não justifica o que eu fiz...

Copyright © 2015
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!

Este texto é um adendo da série Infinito. 
Acesse a série desde o inicio: Infinito (1), Infinitamente (2), Entorpecido (3), Eternamente (4) e Para Sempre? (5).

"Mas, às vezes, pesadelos são reais." E como são reais...


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