Flutuando,
Eu estou entorpecido.
Viajando pelas nossas memorias,
Pelas nossas lembranças eternas.
Tudo roda,
Eu não sinto fome,
Não sinto minha alma dentro de mim,
Eu não estou em casa,
As paredes esfarelam,
Eu vejo coisas que não existem.
Você desapareceu,
E eu só posso me entorpecer,
Não consigo ficar sóbrio.
Eu não tenho mais sono,
Mas mesmo assim eu durmo,
Quando acordo, te procuro,
Grito!
Eu grito muito alto,
Porque não sinto mais o teu cheiro,
Não sinto mais o teu calor,
Então eu me entorpeço.
Para esquecer,
Para deixar tudo de lado.
Para esquecer a raiva, a mágoa, o amor, seus abraços.
Apenas caminho como um sobrevivente sem alma,
Sem alma...
Há momentos que eu toco em mim mesmo,
para ver se estou respirando.
Há momentos que eu toco em mim mesmo,
para ver se estou respirando.
Então eu me entorpeço,
Pois assim eu posso esquecer tudo.Acesse a série desde o inicio: Infinito (1) e Infinitamente (2).
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