3 de out. de 2014

Suicidas

A obscuridade derretia os corpos no inferno,
As minhas visitas ao mundo dos vivos sempre me alegrava,
Pois eu voltava trazendo milhares de pecadores.
A morte lhes caia bem.

De cima de um penhasco, olhava o Vale dos Suicidas,
Esses queimavam ardentemente na lava fumegante.
Eles encontravam a luz depois de sofrerem por quase uma eternidade,
Mas a minha função era buscar cada um que cometesse estes atos.

O suicídio é um ato proibido contra a vida,
E eu como um bom servo do mundo dos mortos,
Mostrava a aquela alma o quanto ela causou sofrimento,
Quando seus entes queridos encontravam seu respectivo corpo.

No Vale, essas almas eram tratadas da pior forma,
Como escravas do inferno, escravas da eternidade,
Apanhando e sendo queimadas a todo o momento.
Cuidado com o que faz, eu dizia, ou você pode queimar no inferno.

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Leia os textos anteriores da Série Inferno: Vale Das Sombras (1), Inferno (2), Condenado (3), Prazer e Discórdia (4),Pecados Imperdoáveis (5), Restaurante dos Corvos (6), Perverso (7) e Insano (8).



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