O cigarro queimava lentamente no cinzeiro sobre a mesa,
Eu estava à sua espera há tanto tempo,
Mas a minha raiva e desprezo ainda eram os mesmos,
Apaguei o cigarro no cinzeiro e me levantei com um sorriso estampado no rosto.
As mentiras foram convidadas a entrar e a se sentar conosco neste dia cinzento
E a minha paciência ia se retirando devagarzinho, estávamos em atrito.
O tempo havia fechado e as minhas respostas eram de puro sarcasmo e deboche.
A maioria pensa que sou mal ou intolerante, mas na verdade, não te suporto.
A mesa já não suportava o peso da selvageria que essa conversa proporcionava,
E desejei como nunca ter uma pistola e disparar bem no meio da sua cara.
Sentia o chão tremer, mas eu tinha dormido bem nessa última noite, tudo ia bem.
Eu chamei o garçom e pedi um Dry Martini, talvez fosse a minha abstinência.
Minha cabeça rodava com o efeito do álcool e as mentiras criavam ilusões,
Acendi outro cigarro e soltei a fumaça pelo ar entre a gente.
Pela primeira vez desde o início de nossa conversa, eu encarei aqueles olhos,
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Este é o texto 98, antepenúltimo texto do blog!

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