12 de jul. de 2016

Sangue XIX

Eu posso rir,
Eu posso viver,
Eu posso ver a maldade me rodeando ainda,
Eu posso ver teu sofrimento,
Eu posso ouvir seus gritos,
Eu posso sentir a sua angustia.
Eu consigo enterrar as minhas unhas em sua pele, mesmo na imaginação,
Eu posso brincar com a sua tristeza,
Eu posso ver o quão está forte em sua rede de mentiras,
Eu posso ser quem você quiser que eu seja.

Eu serei o sangue lacrimejando pelos teus olhos,
Eu serei o sangue pingando do teu nariz.
Eu serei a maldição que você nunca desejou.
Eu serei aquilo que você mente sobre mim.
Eu serei o guardião das portas do Inferno, se você desejar.
Eu serei o anjo com a trombeta anunciando o teu fim.
Eu poderei ser aquilo que você imaginar nessa sua mente doentia.

O que você está esperando?
Eu te vejo definhar entre os vivos como um zumbi.
Eu te vejo caindo nas suas próprias pragas.
Eu te vejo ridicularizado.
Eu te vejo sozinho, mesmo estando rodeado de pessoas.
Eu te vejo no relento com a sua culpa.
Eu te vejo ruindo pelo seu arrependimento.
Eu te vejo em um pesadelo, mas você está bem acordado.
Eu te vejo com outros olhos agora, não mais aqueles de antes.
Eu te vejo como você quer que eu te veja, como você deseja.
Eu te vejo do jeito que você tem se tornado, que você quer que eu veja.
Eu te vejo como nunca vi antes.

Eu posso ser aquilo que você mais deseja.
Eu serei do jeito que você sonha.
Eu te vejo bem longe, como uma história mal contada.


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