15 de jan. de 2016

Sozinho

Eu vagarei sozinho pela imensidão,
Onde os leões correm livremente e comem a carne dos mais fracos.
Eu andarei sozinho,
Pois eu não tenho mais quem me proteja.
Meu corpo está fraco, debilitado e entorpecido,
As sementes da morte estão sendo plantadas, dia após dia.
Minha alma não está mais presente,
Esta vagando sozinha tristemente por algum canto.
Os sentidos não estão mais presentes...
Eu tenho olhos saudáveis, mas não vejo nada.
Eu ouço, mas tudo a minha volta passa despercebido.
Eu tento falar, mas já não sai o som da minha voz.
Eu respiro, mas a cada vez que entra ar em meus pulmões... me sinto sem vida.
Eu não sinto mais seu toque, minha pele perdeu o tato.
Não existe mais o belo, não existe mais o sorriso,
Não existe mais a esperança, não existe mais nada para mim.
Só existe esse amor que insiste em fazer eu sentir sua falta.
Minha mente ainda trabalha, mas estou dentro de um pesadelo,
Mas não tenho dormido, não sinto sono.
Não é a culpa, não é raiva, não é magoa, não é rancor, não é orgulho,
Não sinto nada de ruim.
É apenas o amor que me mantém em um caixão, estou aprisionado,
Vejo pessoas carregando esse caixão, elas choram a minha perda,
Mas ainda estou vivo lá dentro...
Mesmo que eu esteja inerte, pálido e entristecido.
Eu ainda estou com o meu coração batendo,
Pois por mais que eu esteja me enterrando vivo,
A cova que me espera ainda terá que aguardar a vontade da Morte,
Vir me buscar.

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Mais do que qualquer coisa, Eu queria desaparecer.

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