15 de set. de 2014

Sangue XIV

Adoraria que tivesse me esquecido,
Mas você continuou colocando meu nome nesta boca imunda.
Eu estava tranquilo,
Fumando meu cigarro lentamente olhando para você.
O sangue que escorreu anteriormente não foi e nunca deveria ser teu,
Mas o seu desejo em me provocar fez de você minha nova vitima.
Nada calculado.
Você preparou a granada e a deixou armada, pronta para explodir.
O que eu podia fazer?
Peguei você pelo colarinho e bati com a sua cabeça,
Várias e várias vezes,
Contra os azulejos brancos.
Seu sangue lavou meus braços, era quente e doce,
Mas exalava podridão, assim como você quando estava vivo.
Eu só parei...
Quando vi que seu corpo não ia se recuperar jamais,
Era o seu fim!
Mas agora tenho que me lavar e tirar esse sangue nojento de mim...

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