Um, dois.. três!
Um repetido do outro.
Acertou o peito, barriga e outro passou de raspão no braço.
O sangue era quente e vermelho vivido.
O chão estava gelado.
Apenas o silêncio e o cheiro de pólvora.
Não senti quando meu corpo bateu no chão.
Minha respiração estava ofegante,
Nem dor eu sentia.
Minha vida começava a passar em câmera lenta,
Depois em um flash rápido e incapaz de discernir.
O assassino parou o meu lado,
A arma ainda em punho mirando minha cabeça,
Um largo sorriso no rosto.
Era notável a satisfação naqueles olhos cheios de maldade.
O sangue já alagava minha boca,
Mas eu retribui o sorriso.
Fiquei sozinho caído ao relento apenas com as memórias,
Desejando alcançar meu celular e pedir ajuda.
Um apagão!
Acordei duas semanas depois em um leito,
A tarde estava calma e as cortinas do quarto balançavam lentamente,
E meus olhos doíam, mas o rosto do assassino ainda estava vivo.
Eu deveria ter morrido.
Pois não serei tão misericordioso.Copyright © 2014
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Esta obra é ficção e de nada tem haver com a realidade!
Leiam todos os textos anteriores da série Sangue: Sangue, Sangue II, Sangue III, Sangue IV, Sangue V, Sangue VI, Sangue VII, Chuva de Sangue, Sangue IX, Sangue X e Sangue XI: Cemitério
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