4 de ago. de 2014

Sangue XII: Assassino

Um, dois.. três!
Um repetido do outro.
Acertou o peito, barriga e outro passou de raspão no braço.
O sangue era quente e vermelho vivido.
O chão estava gelado.
Apenas o silêncio e o cheiro de pólvora.
Não senti quando meu corpo bateu no chão.
Minha respiração estava ofegante,
Nem dor eu sentia.
Minha vida começava a passar em câmera lenta,
Depois em um flash rápido e incapaz de discernir.
O assassino parou o meu lado,
A arma ainda em punho mirando minha cabeça,
Um largo sorriso no rosto.
Era notável a satisfação naqueles olhos cheios de maldade.
O sangue já alagava minha boca,
Mas eu retribui o sorriso.
Fiquei sozinho caído ao relento apenas com as memórias,
Desejando alcançar meu celular e pedir ajuda.
Um apagão!
Acordei duas semanas depois em um leito,
A tarde estava calma e as cortinas do quarto balançavam lentamente,
E meus olhos doíam, mas o rosto do assassino ainda estava vivo.
Eu deveria ter morrido.
Pois não serei tão misericordioso.

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