A maldade preenchia o vazio que meu coração se encontrava.
Estou novamente neste Inferno e daqui não quero sair,
As pessoas são bárbaras, são malignas, são perversas.
Semeando o caos e a discórdia, melhor lugar não há,
A rosa vermelha em meu paletó era o ingresso do vale dos suicidas,
Era o ingresso para o mar de sofrimento.
A minha risada ecoava em meio a tanta dor, eu sentia o prazer em ver.
Eu estava tão fundo que nem a Morte me encontraria agora,
Ainda não era o bastante, eu precisava beber do sangue dos condenados.
Sentir o cheiro da agonia de perto e chibatar os escravos.
Acender a chama do caldeirão da cizânia.
Meu sorriso era de deleite.
Preciso rebater mal com mal, pois o bem e a luz se foram,
Neste lugar não há esperança, não há amabilidade.
Existe somente o que eu gosto, existe somente a mim.
Leia os textos anteriores da Série Inferno: Vale Das Sombras (1), Inferno (2), Condenado (3), Prazer e Discórdia (4), Pecados Imperdoáveis (5) e Restaurante dos Corvos (6).
Leia os textos anteriores da Série Inferno: Vale Das Sombras (1), Inferno (2), Condenado (3), Prazer e Discórdia (4), Pecados Imperdoáveis (5) e Restaurante dos Corvos (6).

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