14 de mai. de 2014

Restaurante dos Corvos

A maldade reinava outra vez após sua nova saída do inferno,
A sua beleza era estonteante e todos estavam convidados para o jantar.
O restaurante era imenso e o garoto tinha vários servos para atender a todos,
As vitimas eram escolhidas pelo cheiro maravilhoso que irradiava pela rua.

Em instantes, os mais gulosos eram atraídos pelo cheiro,
Sentavam-se em mesas bem ajeitadas de carvalho e um prato largo de porcelana,
E cada menu continha os pratos favoritos de cada um que ali sentava,
A magia era forte e os convidados se inclinavam a pedir muita comida.

O restaurante estava lotado a esta altura e as refeições eram servidas quase que imediatamente,
E o garoto assistia prazerosamente a cena de todos se deliciando,
A sua essência era absolutamente dedicada ao caos
E naquele momento a magia fez o efeito que ele desejava com tanto anseio.

As pessoas começaram a comer muito rápido, colocando a comida na boca até com a mão.
E engordavam ligeiramente mais rápido, sem notar, até virarem porcos com os focinhos nos pratos.
A balburdia se instaurou no restaurante e a maioria já estava morta de tanto comer,
E os corvos pousavam na discórdia se aproveitando dela.
O garoto... gargalhava!

Leia os textos anteriores da Série Inferno: Vale Das Sombras (1), Inferno (2), Condenado (3), Prazer e Discórdia (4) e  Pecados Imperdoáveis (5).



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